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Meio limão

Meio limão

Qua | 17.04.19

Eu tenho um "problema"

Acho que todos nós temos gostos, feitios, diferenças, que nos tornam num ser humano singular e único.
Posto isto, e para deixar bem claro que esta é a minha opinião, avancemos.

Podia enumerar aqui muitas coisas de que gosto, hábitos que tenho, contar uma situação qualquer que tenha ocorrido recentemente, mas vou antes falar-vos de "um problema" que tenho: extrema sensibilidade a ruídos/barulhos repetidos.

O que é que quero dizer com isto e porque é que considero que isto seja um problema?
Então começo por explicar que me incomoda que alguém esta próximo de mim a bater com uma caneta numa secretária, com uma moeda num balcão, com o pé no chão, marcando um ritmo que aos poucos me vai levando ao limite.
Apodera-se de mim um estado de frustração sempre que estou no mesmo espaço, próxima o suficiente, de alguém que produz ruídos, como o estalar de lábios, fungadelas, assobio constante, entre outros.
Custa-me muito suportar uma refeição junto a alguém que suga a sopa da colher a 10 centimetros da boca, que mastiga de boca aberta, que bebe de forma desenfreada mesmo que não esteja sôfrego..

Chamem-lhe o que quiserem, mania, pieguice, sensibilidade excessiva, mas o certo é que me incomoda.
Daí ser um "problema". Passo a considerar que seja um problema quando tento transmitir à pessoa em causa que o barulho me incomoda e a pessoa olha para mim como se fosse um alien. Passa a constituir um problema, quando, na maioria das vezes, não me pronuncio e aguento o máximo de tempo possível naquela sinfonia de repetições.

Se alguém vos oferecer um lenço? Aceitem e assoem-se, ninguém gosta de vos ouvir puxar o ranho de 30 em 30 segundos. Se alguém vos deitar um olhar mais carregado, parem de assobiar, afinal se estamos todos no mesmo espaço devemos também respeitar o espaço individual de cada um. Se alguém, amavelmente, ou não, vos pedir para que não tamborilem com os dedos na mesa, parem. Custa assim tanto?
E meter a colher da sopa na boca? Qual é a dificuldade?! 

 

Seg | 15.04.19

Game Of Thrones

Como sabem, hoje estreou a última temporada de Game of thrones, e claro, temos mesmo de falar disso.

Não vou contar nada, porque ainda não vi o episódio, essa história de ficar acordada metade da noite para ver um episódio é uma coisa que já não faço. A idade da pessoa já não permite.

Adiante, o importante aqui a reter é que estamos perante o final de uma era no que diz respeito a séries!

Game of Thrones, daqui em diante, GoT, foi para o ar em 2011 e teve desde cedo uma legião de fãs a seus pés. Confesso que não foi o meu caso e que só dei uma hipótese à série quando esta contava já com 2 temporadas.

A primeira temporada custou-me horrores a ver, é bem parada, e custa a desenvolver na história. Claro que episódios mais parados fazem sempre parte, afinal de contas estamos a tentar contar uma história bem intricada e com uma teia de familias vasta.

Passando aquele "estranha-se mas depois entranha-se" fiquei fã e sigo religiosamente a série. Segundas-feiras são dias de GoT, e assim que começa a música do genérico, eis que reina o silêncio e começa uma hora dedicada inteiramente ao pequeno ecrã.

Esta Segunda, fica marcada pelo episódio de estreia da última temporada daquela que é a série mais cara de sempre da HBO, a produtora, aquela que é a série mais falada, mais aguardada (afinal consegue segurar os fãs durante quase 2 anos sem lançar um único episódio) e uma das que vai deixar maior saudade. Game of Thrones termina dia 19 de maio, e se como eu és fã, sabes o que isso signfica.

Sempre que acaba uma série de que gosto muito, sinto falta dela, parece que falta ali um bocadinho, que me habituei demasiado a seguir as vidas daqueles desconhecidos. Senti isto com The Middle, Friends, How I Met Your Mother, Sex and the City, e tantas outras, e agora sinto isso com GoT. É uma era que se finda.

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Seg | 15.04.19

Vivemos para trabalhar?

Quando somos miúdos e nos perguntam o que queremos ser quando “formos grandes” respondemos invariavelmente com um sorriso na cara e uma profissão que poucos conseguirão alcançar. Poucos são aqueles que têm uma ideia clara do que será o futuro, e anos mais tarde vemos que estávamos bem longe daquilo em que nos tornámos.

Começamos a trabalhar e um dia damos por nós a pensar “Como é que vim aqui parar?”. E dá que pensar. Quando é que a nossa vida deixou de ser um mundo de possibilidades para se tornar um ciclo que todos os dias se repete?

Algures no nosso caminho ficámos com menos tempo, passamos mais tempo no trabalho que em casa.

Em casa gastamos mais do nosso tempo a “trabalhar” que a aproveitar a vida. E aos fins-de-semana, para quem os tem, limpamos, lavamos, arrumamos, estendemos roupa, passamos a ferro, vamos às compras, preparamos marmitas, e no fim, já cansados da semana e do fim-de-semana, lá vemos um filme ou uma série. Na loucura, e na base da endorfina libertada nas lides domésticas, somos capazes de sair para beber um copo com os amigos.

No dia seguinte é segunda-feira, e o ciclo começa do zero. Dormimos, acordamos, e em modo automático tentamos adaptar a roupa ao clima. Saímos de casa prontos para enfrentar mais uma semana dos diabos. Depois dos transportes até ao trabalho, da passagem rápida pelas redes sociais na hora de almoço, e das 9 horas da nossa vida que lá passámos, voltamos para casa com sentido de dever cumprido e a contar os dias para o final da semana. Realização? Isso será outra conversa.

Ginásio? Nunca nem vi, mas gabo quem ainda consiga encaixar entre a hora de saída e o jantar aquela aula de zumba.

Chegar a casa, fazer o jantar, lavar a loiça, preparar a marmita do dia seguinte, tudo isto na maior velocidade possível na tentativa de se conseguir usufruir daquele sofá que comprámos. Com sorte temos tempo de ver um filme, uns episódios de uma série.. e quando damos conta, já passa da meia noite e sabemos que dormir 8 horas pode ser o ideal, mas não vivemos num mundo ideal.

No dia seguinte começa tudo de novo, aquelas 7 horas de sono (com sorte) podem não ser o suficiente, mas o tempo urge e lá vamos nós. Lá vamos nós para aquele trabalho que não nos realiza, mas nos põe comida na mesa, mesmo que no final do mês não sobre mais nada daquela farta quantia que nos pagam.

Onde é que ficaram os sonhos que tínhamos? As viagens que queremos fazer? Os concertos a que queremos assistir? As idas à praia? Os festivais? As exposições? Os restaurantes onde queremos comer? Os filmes que queremos ver? O tempo para cultivar o mais importante, as relações?

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