Bandersnatch
A Netflix fechou 2018 com um novo conceito, um filme de ficção interativo da série Black Mirror. Pela mão do director David Slade este filme oferece ao espectador várias escolhas para que este decida como a personagem principal vai agir.
Se Black Mirror é uma série genial, centrada na sociedade e no lado negro da tecnologia, bem como nos problemas que dela podem advir, Bandersnatch é um filme que promete uma interação com o espectador.
Com uma história de fundo que posso considerar pouco interessante, o filme ramifica-se em inúmeras opções consoante aquela que o espectador escolher. Cada opção tem a sua consequência no filme e muitas delas levam ao término precoce do mesmo.
Ao ver o filme não foram raras as vezes em que escolhi opções que levaram ao fim da história, fazendo-me recuar na mesma e optar pela segunda alternativa. Isto torna o filme um pouco monótono, pois a história torna a passar (mesmo que de forma resumida) pelos nossos olhos até ao ponto onde tomámos a decisão “errada”.
Quando terminei confesso que não fiquei propriamente impressionada com o conteúdo, mas sim com a capacidade que é necessária para se criar algo desta dimensão. Basicamente ficamos com uma história com vários finais diferentes, e quem é que nunca viu um filme e teve vontade de mudar uma ou outra atitude do protagonista?
É para mim um misto de sentimentos, genial pela modernidade que traz e pela diferença que marca. Aborrecido pela falta de conteúdo que prenda o telespectador. Vi o filme apenas uma vez, e não tive vontade de tornar a vê-lo e fazer escolhas diferentes para ver os distintos desenvolvimentos que diferentes escolhas poderiam ter, mas aqui vos deixo uma imagem onde todas as escolhas possíveis demonstram como o filme se desenrola ou acaba consoante a decisão de quem vê.
Vocês por aí já assistiram? Qual a vossa opinião? Eu penso que continuo a gostar de ser surpreendida, ou não, pelo desenrolar do filme, mesmo quando não concordo com o final!
